Recentemente, a informática e a saúde tem andado de mãos dadas para beneficiar o paciente e reduzir custos. Uma das áreas onde esta parceria é mais promissora é a telemedicina.
A telemedicina é a forma de prestar assistência médica utilizando transmissão de imagens, dados, vídeo e informações através dos meios de telecomunicações: satélite, fibra ótica, internet e telefone.
A FUNDAMED já utilizou a telemedicina para estabelecer um link direto entre o Hospital José Frota em Fortaleza, CE e o Hospital Universitário de Dallas, Texas, EUA para intercâmbio via satélite, ao vivo, de experiências e relato de casos médicos na área de cirurgia plástica.
Outra experiência de bastante sucesso esta acontecendo em Pernambuco, onde está sendo montado uma rede de fibra ótica interligando os hospitais de Caruaru e Petrolina à instituições médicas do Recife e a pólos médicos nos exterior.
A idéia principal do projeto, coordenado pelo Hospital das Clínicas da UFPE, com o apoio da Siemens, do Ministério das Telecomunicações e da Sudene, é interligar centros de atendimento afim de receber, analisar e até emitir diagnósticos a partir de pequenos exames. Os médicos terão acesso aos dados e tomarão decisões a distância. Isto evitará que doentes espalhados em vários municípios do interior sejam obrigados a fazer viagens custosas e desnecessárias a capital.
A telemedicina também deverá ser uma alternativa para minimizar o problema da falta de especialistas em pequenas cidades ou em regiões remotas. Outra opção para a telemedicina é que uma vez implantada a infra-estrutura necessária, abre espaço para experiências na área educacional. Finalmente, a telemedicina também demonstrou bons resultados no projeto Segunda Opinião, o intercâmbio online de opiniões entre os médicos sobre um exame compartilhado.
Atualmente uma das aplicações de telemedicina mais discutidas nos consultórios e hospitais é o prontuário eletrônico. Em seu estágio mais avançado, é nada menos que o registro online de todo o histórico de saúde de uma pessoa, desde o nascimento até sua morte. Nele poderiam ser apontados, por exemplo, os remédios a que o paciente é alérgico e os problemas de saúde que enfrentou.
Na Inglaterra, o governo estabeleceu como meta do plano nacional de saúde que, em 4 anos, 75% dos hospitais tenham implantado o sistema de prontuário eletrônico de seus pacientes.
No Brasil, algumas aplicações de telemedicina, resultado da fusão de equipamentos com a comunicação via internet, já começaram a ser utilizadas como, por exemplo, no Instituto do Coração em São Paulo. Todos os pacientes do Incor (cerca de 300,000) já tem prontuário eletrônico em algum estágio de implantação. Nas fichas eletrônicas constam todos os exames que os pacientes fizeram no hospital e até os medicamentos e a dieta a que foram submetidos.
O Hospital Albert Einstein, também em São Paulo, dispões de uma rede de computadores que dá a seus médicos acesso ao prontuário dos pacientes sem que tenham que sair dos seus consultórios.
A FUNDAMED está em vias de finalizar uma parceria internacional que proporcionará a hospitais públicos e outros organismos acessarem um banco de dados via internet que ficará a disposição destas entidades com todos os dados dos pacientes, proporcionando assim melhoria na qualidade do atendimento e diminuição do desperdício
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